sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Bebê sofre graves queimaduras depois de ser deixado dormindo debaixo de sol

Caso foi no Paraná e é acompanhado pelo Conselho Tutelar local. Conselheiros foram à casa da criança depois de receber denúncia.

  Um bebê de cinco meses foi internado depois de sofrer queimaduras causadas pelo sol em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. O Conselho Tutelar apura o caso desde que recebeu denúncias de vizinhos da família da criança. Os pais podem responder por maus tratos.

Os conselheiros foram à casa da criança depois de receber denúncia e descobriram o garoto com o corpo totalmente vermelho. A mãe, de apenas 15 anos, e o pai, de 23, disseram que o menino estava com alergia, mas já havia recebido medicamento. Os conselheiros desconfiaram e continuaram insistindo, pedindo para ver a medicação da criança. A avó do bebê então contou que as manchas eram queimaduras. Ela disse que o bebê não foi levado a nenhum médico por não ter registro de nascimento.

A avó disse ainda que a mãe deixou o bebê dormindo na varanda, debaixo do sol, na última quarta-feira (25), por volta de meio-dia. Vizinhos disseram que a criança chorou durante toda a noite de quarta para quinta. O garoto foi levado a um posto de saúde, onde foram confirmadas queimaduras de 1º e 2º graus. Ele não tem previsão de alta. A situação foi levadas às polícias Civil e Militar.


Fonte: Correio24Horas

 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pelo Twitter, presidente Dilma confirma salário mínimo de R$ 724

A presidenta confirmou ter assinado o decreto que viabiliza o ajuste para 2014.


A presidenta Dilma Rousseff confirmou, nesta segunda-feira (23), o aumento do salário mínimo para R$ 724 em 2014, 6,78% a mais do que os R$ 678 atuais. Em uma publicação na rede social Twitter no final da tarde, a presidenta informou que assinou o decreto que viabiliza o ajuste.
Esse valor estava previsto no orçamento da União, aprovado pelo Congresso na semana passada. Ao comemorar a aprovação, Dilma disse que Executivo e Legislativo têm estabelecido uma relação “muito construtiva” e que o Congresso tem sido um “grande parceiro” do governo.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Mandela 'inspirou a luta no Brasil e na América do Sul', diz Dilma em tributo

Presidente da República foi 2ª chefe de Estado a discursar na solenidade.
Durante cerimônia, Dilma chamou os sul-africanos de 'sul-americanos'.
Sob os olhares de cerca de 80 mil pessoas, a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (10), durante discurso em tributo ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela no estádio Soccer City, em Johanesburgo, que o exemplo do líder negro inspirou o Brasil e a América do Sul. Segundo Dilma, Mandela foi "a personalidade maior do século 20".
"Trago aqui o sentimento de profundo pesar do governo e do povo brasileiro e, tenho certeza, [também] de toda a América do Sul pela morte desse grande líder Nelson Mandela. O apartheid que Mandela e o povo derrotaram foi a forma mais elaborada e cruel de desigualdade social e política que se tem notícia nos tempos modernos. [Mandela] Inspirou a luta no Brasil e na América do Sul. 'Madiba', como carinhosamente vocês o chamam, constituiu exemplo de referência para todos nós, pela histórica paciência com que suportou o cárcere e o sofrimento", disse Dilma.
Falando em nome do continente sul-americano, a presidente brasileira foi a segunda chefe de Estado – depois de Obama – a discursar na cerimônia, que lotou o Soccer City, palco da final da Copa do Mundo de 2010, onde Mandela fez sua última aparição pública. O ato na arena de futebol marca o início dos cinco dias de homenagens ao líder sul-africano, que morreu na quinta-feira (5), em Pretória, aos 95 anos.


Os tributos devem durar até seu funeral, previsto para este domingo (15). Símbolo da luta contra a discriminação racial e vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, Mandela será enterrado, de acordo com seu desejo, na aldeia de Qunu, localizada na província pobre do Cabo Leste, onde ele cresceu.
A homenagem a Mandela no Soccer City foi transmitida em telões instalados em outros três estádios de Johanesburgo e em mais 150 locais em toda a África do Sul. O ato também foi veiculado pela televisão para dezenas de países.
Ato falho
A presidente brasileira discursou durante 8 minutos, com o auxílio de um tradutor. Em meio à manifestação de pesar pela morte de Mandela, Dilma cometeu um ato falho, referindo-se aos sul-africanos como "sul-americanos".
"O governo e o povo brasileiro se inclinam diante da memória de Nelson Mandela. Transmito à senhora Graça Machel [viúva de Mandela], aos seus familiares, ao presidente [Jacob] Zuma e a todo o povo 'sul-americano', sul-africano, nosso profundo sentimento de dor e de pesar. Viva Mandela para sempre!", confundiu-se Dilma.
A presidente do Brasil começou a discursar pouco antes das 14h (10h pelo horário de Brasília). Ao se posicionar no púlpito coberto, Dilma foi intensamente aplaudida pelo público. Ela destacou no pronunciamento que a nação brasileira, que traz com "orgulho" o sangue africano nas veias, "chora e celebra" o exemplo do líder que "faz parte do panteão da humanidade.
"Sua luta [de Mandela] transcendeu suas fronteiras nacionais e inspirou homens e mulheres, jovens e adultos, a lutarem por sua independência e pela justiça social. Deixou lições não só para seu querido continente africano, mas para todos aqueles que buscam a liberdade e a justiça e a paz no mundo", destacou.

 "[Mandela] Inspirou a luta no Brasil e na América do Sul. 'Madiba', como carinhosamente vocês o chamam, constituiu exemplo de referência para todos nós, pela histórica paciência com que suportou o cárcere e o sofrimento"
Dilma Rousseff,
presidente da República
 
 Logo após apertar a mão de Raúl Castro, o
presidente Barack Obama cumprimenta com um
beijo a presidente Dilma Rousseff (Foto: AP/SABC)

 Comitiva brasileira
 Acompanhada de quatro ex-presidentes da República, Dilma dembarcou na madrugada desta terça-feira em Johanesburgo. Viajaram ao lado da atual chefe do Executivo os ex-presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney.
A comitiva presidencial partiu para o continente africano da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, no início da tarde de segunda-feira. Antes de embarcar, Dilma escreveu em sua conta no microblog Twitter que o Estado brasileiro havia se unido para "honrar Mandela".
 Dilma e quatro ex-presidentes da República
desembarcaram na África do Sul na madrugada
de terça-feira (10) (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)
 Fonte: G1.com

Galo evita fiasco maior, derrota o Guangzhou e fica em terceiro lugar

Uma vitória de virada, um gol quase no final, uma torcida apaixonada cantando o hino do time, Ronaldinho ovacionado. O cenário dos sonhos do Atlético no Marrocos efetivamente aconteceu neste sábado, mas com o maior dos poréns: foi na disputa do terceiro lugar, não do título. O Galo venceu o Guangzhou Evergrande, da China, por 3 a 2 (assista aos melhores momentos) e ficou com um prêmio de consolação no Mundial de Clubes de 2013. Diego Tardelli, Ronaldinho Gaúcho e Luan fizeram os gols do time brasileiro. Muriqui e Conca marcaram para a equipe chinesa.

Na despedida de Cuca, o Atlético foi burocrático, mecânico. Escancarou sua tristeza e chegou a ser envolvido pelo adversário. Quase criou um fiasco – correu sério risco de perder. Mas saiu com o mínimo que se esperava dele, o terceiro lugar.

Destaque para Ronaldinho, autor de um gol e idolatrado pela torcida, mas expulso de campo pouco antes do gol de Luan, aos 45 minutos do segundo tempo. A entrada do atacante, por sinal, foi determinante para a vitória. Ele deu novo ritmo ao ataque e fez o gol decisivo.

 Feito um velório
 
“Eu quero é raça. Do time todo”. O canto da torcida do Galo pouco antes de começar a partida contra o Guanghzou evidenciou o sentimento dos atleticanos depois da derrota para o Raja. Mas o pedido não foi exatamente atendido. O time brasileiro foi a campo no primeiro tempo como se carregasse um cartaz onde estivesse desenhada sua depressão, fantasiada de desinteresse.

Houve um momento emblemático. Aos 32 minutos, irritado com o rendimento da equipe, Cuca mandou os reservas para o aquecimento. Eles quase engatinharam para trás do gol. Caminharam como se estivessem em um velório. Estava na cara que eles queriam estar em qualquer lugar do mundo, menos ali, remoendo a derrota anterior em um jogo que pouco valia.

Mas valia a dignidade de um clube com mais de 100 anos e o respeito a uma torcida que cruzou um oceano por causa dessa paixão. E o rendimento do time nos 45 minutos iniciais não foi compatível com isso. O início até foi animador, com gol de Diego Tardelli logo a dois minutos – aproveitando cruzamento de Marcos Rocha. Mas o Galo conseguiu levar uma virada.

O Guanghzou empatou pouco depois, aos oito minutos. Foi uma jogadaça de Elkeson. Depois de falha de Marcos Rocha e Leonardo Silva, ele desarmou, avançou pela esquerda e mandou uma bomba no travessão. A bola quicou sobre a linha. No rebote, Muriqui, ex-jogador atleticano, completou. Aos 14, a situação piorou. Lucas Cândido fez pênalti em Goa, e Conca acertou a cobrança: 2 a 1.


 O time chinês teve mais de posse de bola (53% a 47%) e mais chances de gol do que o Galo no primeiro tempo. Uma falta cobrada por Conca e o surgimento de Muriqui livre na área poderiam ter resultado em outro gol do Guanghzou, mas Victor defendeu ambas. A resposta atleticana ocorreu com duas cobranças de falta de Ronaldinho. A primeira foi defendida pelo goleiro Li. A segunda entrou. Aos 45 minutos, o craque aproveitou a proximidade com a meta e encaixou a cobrança, realizada quase em cima da linha da área. Foi ovacionado pela torcida – mais pelos marroquinos do que pelos brasileiros. Dançou, fez uma saudação ao público e logo depois foi para o vestiário batendo no peito, sobre o escudo do Galo.

 Ronaldinho expulso e vitória no fim 

 O Guanghzou voltou para o segundo tempo melhor do que o Atlético. Teve duas grandes chances de gol: primeiro, quando Conca aproveitou trapalhada de Marcos Rocha e Réver e chutou por cima do gol, livre; depois, quando Elkeson mandou cabeceio no travessão.

Cuca resolveu mexer no time. Colocou Luan no lugar de Jô. Mas o Galo seguiu lento, adormecido – e dominado pelo adversário. Mesmo assim, Ronaldinho quase fez outro. Luan apareceu bem pela direita e cruzou. A bola passou por Jô e chegou ao camisa 10, que concluiu. Kim cortou quase sobre a linha.

Na parte final do segundo tempo, o Galo melhorou – em grande parte graças a Luan. Ronaldinho se apresentou para o jogo e, com jogadas de efeito, mexeu com o público. Mas acabou expulso. Quase no fim do jogo, depois de sofrer uma falta, ele prendeu a bola entre as pernas e levou um chute do adversário. Retribuiu jogando as duas pernas nele. Levou o vermelho direto. Foi muito aplaudido e teve o nome gritado ao sair de campo. Mesmo com um a menos, o Atlético chegou à vitória já nos acréscimos, com Luan, impedido, depois de bonito passe de Tardelli.

Fonte:   Globo.com